ONG Marias











Les_Demoiselles_d_AvignonAntiguidade Clássica

Segundo estudiosos, no mundo pré-cristão, a prostituição era vista sem muito espanto. Na Grécia, as prostitutas podiam ser classificadas conforme as suas características. Por exemplo, existiam as mais comuns, que também eram as mais baratas, além das sofisticadas, luxuosas e caras. Em Roma, as prostitutas eram chamadas de Lobas. Apesar de a atividade ser reconhecida pela Lei, quem se prostituía tinha que pagar altos impostos ao poder público. Segundo pesquisadores, era comum a prostituição masculina nesse período.

Idade Média

Com a proliferação do Cristianismo e de novos valores sociais na Europa Medieval, as prostitutas já não eram encaradas com a mesma naturalidade. A profissão era evidentemente pecaminosa. A Igreja trabalhou pesado para converter prostitutas em beatas ou, no mínimo, em senhoras de alguma virtude. As condições de saúde e higiene eram precárias, as doenças sexualmente transmissíveis atingiam grande parte da população. Após os 30 anos, as mulheres, consideradas velhas demais para o ofício, voltam a trabalhar na lavoura.

Renascimento

Nessa época, o mundo estava voltado para as artes e para a ciência. O comércio do corpo, em bordéis e banhos públicos, ganhou um novo vigor, uma nova força. As prostitutas, também chamadas de cortesãs, começaram a atuar em troca de presentes de alto valor ou de uma grande quantia de dinheiro. As cortesãs eram belas, elegantes, cultas, chegavam a falar até dois idiomas, e também eram moças sensíveis.

historiadaprostituicao10dfSéculo XIX

A época romântica trouxe um novo status as prostitutas. A prostituição continuava existindo nos becos. Porém, surgiram os cabarés de luxo em toda a Europa, principalmente em Paris, cidade em que tudo acontecia. As profissionais passaram a se vestir de um modo característico, usando sapatos de salto alto, brincos e colares espalhafatosos. Quem conhece algum dos romances de Balzac deve se lembrar da figura praticamente obrigatória, a “moça de má vida”.

Atualidade

A prostituição é a mais antiga das profissões, com cerca de 25.000 anos. Hoje, a exploração sexual e a prostituição fazem parte do crime organizado, ligado diretamente ao tráfico de drogas, de armas e de pessoas. O Brasil possui o título de maior exportador de mulheres para fins de exploração sexual da América do Sul. Segundo estimativas da Federação Internacional Helsinque de Direitos Humanos da ONU, Organização das Nações Unidas, pelo menos 75 mil brasileiras são exploradas sexualmente na União Européia. O número representa 15% do total de mulheres exploradas nesses países, de acordo com texto de Maria Cristina Castilho de Andrade, autora de Nos Varais do Mundo/Submundo. Segundo o relatório “Lucrando com o Abuso”, divulgado em 2001 pela UNICEF, o número de crianças e adolescentes explorados sexualmente no Brasil gira em torno de 100 mil. Com esse quadro, a situação brasileira figura como uma das piores do mundo, estando atrás apenas dos Estados Unidos, da Índia e da Tailândia. Apesar da independência da mulher, que conquistou o seu lugar no mercado de trabalho, os números demonstram que a prostituição está longe de acabar.

Anúncios


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

et cetera
%d blogueiros gostam disto: