ONG Marias











Causas da prostituição
Muitas mulheres entram para a prostituição muito cedo, às vezes ainda criança. Essa prática pode ser incentivada pela própria família que busca recursos financeiros para sobreviver e por isso, explora a criança e a coloca em uma situação de violência.

Para entender a prostituição é preciso analisar a organização social. Ou seja, quais motivos levam as mulheres para essa atividade, para o comércio do corpo. Entre os fatores estão as desigualdades sociais no País, ou seja, a existência de um sistema econômico falho, onde poucos têm muito dinheiro e muitos mal conseguem sobreviver.

Outro fator que estimula essa prática é a busca por uma boa condição financeira que permita uma maior possibilidade de consumo, independente das regras estipuladas pela sociedade. Ou seja, não importa se a atividade é imoral ou ilegal, o que vale é o dinheiro que vai ser adquirido e que pode ser usado para sustentar uma família.

Além disso, muitos veículos de comunicação, como programas televisivos e anúncios publicitários, promovem uma valorização exagerada do corpo e da sexualidade, exibindo a mulher como se fosse um produto. A revista Inside Brasil aponta a sociedade brasileira como um caso exemplar da ação capitalista de explorar o corpo das mulheres e o erotismo feminino para fins comerciais.

“Há uma demanda que faz lucrar R$ 500 milhões a cada ano no Brasil. A quantidade de opções para quem quer comprar o prazer tem se multiplicado progressivamente, seja via telefone, Internet, agências de “acompanhantes” ou mesmo nas tradicionais casas de massagem, prostíbulos, postos de gasolina e é claro, na rua”, (cf. informação da revista Inside Brasil, ano IV, no. 31).

As estratégias de comercialização do “corpo” são variadas e apresentam-se de formas disfarçadas através das casas de massagem, casas de diversões, bares, boates, pequenos hotéis à beira das estradas, motéis, postos de gasolina, prostíbulos, hotéis das grandes cidades e nas ruas.

Segundo a Fundação Mineira de Educação e Cultura, FUMEC, estima-se que o Brasil possui 1,5 milhões de pessoas, entre homens e mulheres que vivem em situação de prostituição. A pesquisa revela que 28% das mulheres estão desempregadas e 55% necessitam ganhar mais para ajudar no sustento da família. De acordo com a FUMEC, 59% são chefes de família e devem sustentar sozinhas os filhos, 45,6% tem o primeiro grau de estudos e 24,3% não concluíram o Ensino Médio. Logo, elas apresentam um baixo nível de escolaridade, o que significa que quase 70% das mulheres prostitutas não têm uma profissionalização.

Com os recursos tecnológicos, as garotas de programa fazem seu próprio negócio, sem necessidade de intermediários. De acordo com a Revista Época, um dos sites mais procurados, o Milícia, contabiliza 11 mil visitantes por dia. Ou seja, a internet é uma nova forma de comercializar essa atividade.

Quando a mulher passa a trabalhar como prostituta, ela passa a viver uma dualidade de comportamento.  Hora no papel de mãe e no de filha, além do de esposa e de prostituta. Os conflitos cotidianos de representar uma personagem na rua, outra no lar, e uma para a sociedade, a médio e longo prazo, faz com que ela fique desgasta física e emocionalmente. Essa rotina vai deixando-a fragilizada e a mantém nesse comércio da exploração sexual. Nesse cenário encontram-se vários participantes: o patrão (donos de boate, cinema, bares, cafetões e cafetinas), o consumidor (cliente), a mercadoria (mulher) e os vários prestadores de serviços (garçom, motoristas de táxi, polícia, cabeleireiros).

Consequências da prostituição
Alêm da degradação espiritual e moral que provoca, tanto individualmente, quanto socialmente, a prostituição é um dos maiores sistemas usurpadores de vida. As redes de prosituição no mundo, mesmo as legalizadas, movimentam o 3º maior volume de dinheiro com tráfego no mundo, perdendo apenas para drogas e armas.

No Brasil a prostituição leva a problemas sociais, como:

- Abuso de menores
– Exploração sexual de menores, inclusive pelos próprios pais
– Disseminação de doenças sexualmente transmissíveis
– Aumento dos casos de aborto

Ainda é importante frisar que a banalização da prostituição leva a problemas pscológicos irreversíveis, como hiperatividade sexual, estupros, pedofilia e a mais sutil e perigosa banalização da mulher na sociedade.



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